Mostrando postagens com marcador pesquisa datafolha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisa datafolha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Copa e crise na indústria puxaram a queda do PIB, dizem especialistas

Dado do 1º tri foi revisado para recuo de 0,2%, configurando recessão técnica.Apesar disso, economistas acreditam em crescimento no 2º semestre. 

Cida AlvesDo G1, em São Paulo
Variação PIB 2012-2014 - matéria (Foto: G1)
As quedas consecutivas na produção industrial e a Copa do Mundo são as causas apontadas pelos especialistas ouvidos pelo G1 para a redução de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, com relação aos três meses anteriores. Com a revisão feita no resultado do 1º trimestre, esta é a segunda queda consecutiva neste ano e, apesar de configurar um quadro de recessão técnica, os economistas minimizam a situação e apontam para um crescimento sutil no segundo semestre.
Na contramão, o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP) Simão Silber acredita que o país está sim em recessão, e que um evento esportivo não pode ser apontado como causa para três meses de desaceleração na economia. 
Os dados da economia brasileira foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro e serve para medir o crescimento da economia.A taxa de investimento teve um resultado preocupante, na visão dos especialistas: 16,5% do PIB, quando o ideal para um país como o Brasil é 20%.
Dos três setores analisados pelo IBGE para o cálculo do PIB, apenas um mostrou variação positiva, o de agropecuária, que teve ligeira alta, de 0,2% no segundo trimestre ante o trimestre anterior. O setor de serviços teve queda de 0,5%, e a indústria registrou queda de 1,5% no período.
Veja o que dizem especialistas sobre o resultado do 2º trimestre:
Carlos Stempniewski, professor de economia e Política das Faculdades Rio Branco
“A queda do PIB no segundo trimestre reflete bem a questão da Copa. A economia já não vinha em um bom momento – desde outubro que a indústria está tecnicamente em recessão –, mas a Copa piorou o resultado. Tivemos um período em que o país praticamente parou, e os setores envolvidos no evento não lucraram o esperado. Falar em recessão técnica é um pouco de palavrório. Historicamente, o período eleitoral levanta o crescimento da economia, porque movimenta muito dinheiro. É sempre um reforço positivo no quadro. Se não tivesse a eleição, os resultados do segundo semestre poderiam ser piores. Acredito que haverá um crescimento tênue para os próximos trimestres, e o governo deve dar uma 'maquiada' nos dados, para terminar o ano com o PIB entre 0,45% e 0,60%.”
Claudemir Galvani, professor do departamento de economia da PUC-SP
“Na minha avaliação, o fator que teve o pior desempenho foi a taxa de investimento, que reflete especificamente no setor onde o efeito multiplicador na economia é muito grande: a indústria. Neste trimestre ela ficou em 16,5% do PIB, quando o aceitável para um país como o Brasil é 20%. Também foi muito baixa com relação ao primeiro trimestre, o que é coerente com a redução da indústria. O grande perigo desse quadro é a desindustrialização, o que está sendo mostrado pelo número negativo do PIB industrial deste o começo deste ano. Mas há um ponto positivo: continuamos recebendo investimento estrangeiro, que não olha a curto prazo, e que está enxergando condições no mercado brasileiro. Apesar do indicador técnico de recessão, a tendência é de crescimento no segundo semestre, quando haverá menos feriados”.
Simão Silber, professor do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP)
"Com a queda do PIB, considero que estamos sim em recessão. Há parâmetros internacionais que consideram dois trimestres de queda no PIB como recessão. Além disso, o país vem de uma desaceleração muito grande. O desempenho da economia está desmanchando. A indústria está desmoronando. Os dados divulgados hoje cobrem até junho, e temos dados para julho que mostram que a situação continua ruim. Como o segundo semestre tende a ser um pouquinho melhor que o primeiro, estamos caminhando para um crescimento próximo a zero neste ano. Para mim não seria surpresa uma estagnação econômica em 2014. Não acredito que a Copa teve muita influência, pois explicar três meses de desaceleração da economia por causa de um evento esportivo é forçado. Quando se erra na política de juros, de câmbio e fiscal, não adianta culpar o mundo [dos problemas da economia], que não está nesta situação."    
Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
"O segundo trimestre de 2014 para a indústria é um fracasso devido à redução das vendas da indústria automobilística, que está caindo 30%, a redução do aço, e do setor elétrico eletrônico. E as últimas notícias dão certo a redução também do consumo tanto no varejo quanto no atacado. E isso, na indústria, significa não reposição de estoques, então, significa não produção de novos produtos para colocar no mercado”.
Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em nota
“Ao nível baixo de confiança [na economia], soma-se atualmente o encarecimento dos recursos para consumo e investimentos obtidos no mercado de crédito. As taxas de juros cobradas nas operações com recursos livres [sem contar crédito habitacional e rural] para as pessoas físicas passaram de 36,2% para 43,2% nos últimos 12 meses. No crédito para pessoas jurídicas, houve avanço de 20% para 23,1%.”
Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em nota
“Infelizmente, acreditamos que não há perspectiva de reversão desse quadro recessivo do setor num horizonte de curto prazo. Que o ano em curso será um desastre para a nossa economia, já sabemos. Queremos ter visão sobre urgência de medidas capazes de, a partir do próximo ano, alterar este cenário de queda.”

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

MP recorre de decisão que concede o semiaberto a Suzane von Richthofen

18/08/2014 15h44 - Atualizado em 18/08/2014 15h44

MP recorre de decisão que concede o semiaberto a Suzane von Richthofen

Promotor disse que teme pelo risco de Suzane tentar fugir no semiaberto.
Ela foi beneficiada com a progressão de regime na última semana.


Do G1 Vale do Paraíba e Região

O Ministério Público recorreu na manhã desta segunda-feira (18) da decisão da Justiça que concede o benefício do regime semiaberto a Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por matar os pais em 2002 na capital paulista. A decisão foi dada na última segunda-feira (11) pela juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, no interior de São Paulo.

O promotor Luiz Marcelo Negrini Mattos, que protocolou o recurso contra a decisão, disse que teme pelo risco de Suzane tentar fugir sendo beneficiada no regime semiaberto.

"Com base no que foi apurado, há a preocupação dela se evadir e não cumprir o restante da pena pela qual foi condenada", informou ao G1.

O promotor disse ainda que a preocupação se deve pelos resultados dos exames pelos quais Suzane foi submetida - um exame criminológico e um teste psicológico.

"Apresentei o recurso em razão do que foi apurado na avaliação psiquiátrica. Ela não tem condições para progressão de regime neste momento, já que a avaliação apontou condições negativas e desfavoráveis para a progressão ao regime semiaberto para ela", disse.

A defesa de Suzane deve ter um prazo para se posicionar sobre o recurso do MP. Em seguida, o processo é enviado novamente para a Vara de Execuções Criminais de Taubaté, que decide se acolhe ou não o recurso. Caso a decisão da juíza seja mantida - a de conceder o benefício a Suzane -, o recurso será apreciado por desembargadores do Tribunal de Justiça.

G1 entrou em contato com Denivaldo Barni, advogado de Suzane, que informou não ter sido notificado oficialmente da decisão. A Secretaria da Administração Penitenciária informou que ainda não recebeu nenhuma comunicação da Justiça informando sobre eventual concessão do benefício do regime semiaberto para a Suzane.

Progressão
A decisão que passa Suzane do regime fechado para o semiaberto é da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara das Execuções Criminais de Taubaté, que atendeu o pedido para progressão de regime feito pela defesa dela. A decisão é do dia 11 de agosto. A juíza considerou o bom comportamento e o tempo em que a detenta permaneceu presa em regime fechado para conceder o benefício.
Suzane von Richthofen, de 30 anos, cumpre pena na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. O presídio abriga outras detentas que participaram de casos com grande repercussão na mídia como Elize Matsunaga e Anna Carolina Jatobá.

Na época do crime, em 2002, Daniel Cravinhos era namorado de Suzane, com quem planejou o assassinato dos pais dela. O crime aconteceu na casa da família de Suzane, na zona sul de São Paulo. Manfred e Marísia Richthofen eram contra o namoro da filha Suzane com Daniel Cravinhos.
Emprego
Após a decisão da Justiça que concede a progressão de Suzane ao regime semiaberto, o advogado de defesa dela, Denivaldo Barni, informou que pretende empregá-la em seu escritório. De acordo com ele, a data de início e o local de trabalho de Suzane ainda não foram definidos, pois ainda dependem de definições da Justiça - após solicitação o emprego precisa ser autorizado e ela ainda precisa ser transferida para uma unidade prisional que tenha pavilhões do regime semiaberto.
O advogado, que tem escritórios de advocacia na capital paulista e em Taubaté, afirmou que quer contratar Suzane para trabalhar como auxiliar de escritório, ajudando no controle de documentação. O vencimento para ela seria de um salário mínimo.

Além de poder trabalhar durante o dia e só voltar para dormir no presídio, os detentos em regime semiaberto têm direito a cinco saídas temporárias no ano - Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dias das Crianças e Natal e Ano Novo. Mesmo no regime, todas os benefícios devem ser autorizados pela Justiça próximo à data. Em caso de mau comportamento, o benefício pode ser suspenso.

Segundo Datafolha, Marina dispara na votação pelo segundo turno

Representantes das campanhas eleitorais para presidente de PT, PSB e PSDB avaliaram como favorável a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18) que inclui como candidata do PSB a ex-senadora Marina Silva, no lugar de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo.
Segundo a pesquisa, Dilma (PT), candidata à reeleição, tem 36% das intenções de voto; Marina Silva (PSB), 21%; e Aécio Neves (PSDB), 20%. É uma situação de empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Já na simulação do segundo turno, Marina dispara a frente de Dilma, com 47% da intenção dos votos contra 43% da presidente.
"Vemos a pesquisa com muita humildade. É claro que são números semelhantes e até melhores do que em pesquisas anteriores, quando o Datafolha ainda fazia pesquisas com a Marina. Claro que é um segundo turno bastante expressivo" diz Feldman, durante voo que partiu de Refice nesta segunda-feira ruma a São Paulo.
Os líderes do PSB já falam abertamente em Marina como candidata ao planalto. Porém, a ex-senadora, preferiu não falar sobre seu futuro até que seu aliado fosse enterrado.